29 de out. de 2009

Cuidados com o ambiente onde vive o paciente alérgico

Atenção! Nem só de medicamentos se faz o tratamento da doença respiratória. É preciso o controle do ambiente onde vive o paciente, com a eliminação dos principais desencadeantes dos sintomas alérgicos. De acordo com estudos publicados recentemente, os fatores ambientais são os principais inimigos do controle da doença e não podem ser esquecidos.
Os principais cuidados são:

Manter o ambiente bem arejado, com portas e janelas abertas, principalmente durante a manhã;

Evitar acúmulo de poeira, procurando limpar a casa diariamente, principalmente com pano úmido- evite varrer a casa;

Evitar o uso de produtos de limpeza com cheiro forte (desinfetantes, cloro, cândida) principalmente quando o paciente estiver em casa;

Evitar o acúmulo de umidade ou mofo;

Evitar objetos que acumulem poeira no ambiente: bichos de pelúcia (mantê-los em sacos plásticos), carpetes, tapetes ou cortinas;

Evitar animais de sangue quente, principalmente os de pelos longos (cães, gatos e roedores);

Evitar o fumo (tabagismo) dentro do ambiente domiciliar, sendo através dos pais, avós ou cuidadores;

Procurar incentivar o paciente a praticar algum tipo de esporte que o agrade, para o fortalecimento da musculatura respiratória. Atenção: o paciente deve ter prazer com a prática desse esporte!
Não deve ir obrigado a esse ou aquele para satisfazer a vontade dos pais!

Importante! Se forem seguidas todas as instruções, associadas a um bom tratamento, certamente o paciente conseguirá um bom controle de sua doença, com grandes chances de estabilidade!

26 de out. de 2009

Importância das vacinas aplicadas fora do calendário vacinal básico


Existem vacinas que são indicadas a pacientes de risco que ainda não foram aprovadas para inclusão no calendário vacinal básico indicado pelo Ministério da Saúde. Porém, as mesmas estão disponíveis em rede pública, através dos CRIE’s( Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais) para os pacientes que apresentam as indicações clínicas. Para aqueles que não apresentam tais indicações, mas seus médicos e pais optam por sua aplicação, é importante procurar os órgãos particulares para tal. Abaixo apresentamos as características e indicações das principais vacinas implicadas para pacientes portadores de doenças pulmonares. Mas vale lembrar que qualquer decisão deve ser vastamente discutida com o Peditatra do paciente.

Vacina contra vírus Influenza ou Gripe (Vaxigrip®, Fluarix®)
Suspensão para injeção composta de vírus inativado de influenza A e B, que induz imunidade contra esse vírus.As vacinas são compostas de duas cepas de vírus influenza A e uma cepa de influenza B, selecionadas de acordo com as mais prevalentes na última temporada de gripe, em cada região.

Doses recomendadas
Adultos e crianças a partir de 9 anos: dose única de 0,5ml.Crianças de 3 a 8 anos: dose única de 0,5ml ou duas doses de 0,5ml com intervalo de 1 mês aos vacinados pela primeira vez.Crianças de 6 a 35 meses: dose única de 0,25ml ou duas doses de 0,25ml com intervalo de 1 mês aos vacinados pela primeira vez.

Indicações
A vacina está liberada para aplicação a partir de 6 meses de vida e deve ser aplicada anualmente, no outono, nos seguintes grupos:idade acima de 60 anos; portadores de doenças crônicas (cardiovascular, respiratória, metabólica, renal, hematológica); portadores de imunodepressão, indivíduos que mantêm contato com pacientes de risco (exemplo: profissionais da área de saúde), pacientes que vivem em condições de aglomeração (escolas, presídios,asilos),portadores de Asma.


Vacina conjugada heptavalente antipneumocócica (Prevenar®)
Induz imunidade contra os sorotipos de pneumococo: 4, 6B, 9V, 14, 18C,19F e 23F que são responsáveis, no Brasil, por cerca de 60% das doenças pneumocócicas invasivas (Pneumonia, Sinusite, Meningite, Otite Média Aguda).

Doses recomendadas
Idade de 2 a 6 meses: 3 doses com intervalo de 2 meses, e uma dose de reforço com 12 a 15 meses de vida.Idade de 7 a 11 meses: 2 doses com intervalo de 2 meses, e uma dose de reforço com 12 a 15 meses de vida.Idade de 12 a 22 meses: 2 doses com intervalo de 2 meses.Idade de 24 a 59 meses: 1 dose para crianças saudáveis; e 2 doses com intervalo de 2 meses para crianças portadoras de doença de base ou imunodepressão.

Indicações para imunização
Todas as crianças abaixo de 2 anos de idade e crianças com idade entre 24 e 59 meses de idade portadoras de doença considerada fator de risco para infecção pneumocócica (HIV, asplenia, hemoglobinopatias, diabetes, doença cardíaca, imunodepressão e doença pulmonar, crônica -desde que não seja asma).


Vacina polissacarídea antipneumocócica (Pneumo23®)
Induz imunidade contra os 23 sorotipos mais prevalentes de pneumococo (1, 2, 3, 4, 5, 6B, 7F, 8, 9N, 9V, 10A, 11A, 12F, 14, 15B, 17F, 18C, 19A, 19F, 20, 22F, 23F e 33F), responsáveis por mais de 80% das doenças pneumocócicas invasivas no Brasil (Pneumonia, Sinusite, Meningite, Otite Média Aguda).

Doses recomendadas
Adultos e crianças maiores de 2 anos: 0,5 ml IM em dose única.A revacinação não é indicada rotineiramente. É recomendada, uma única vez, após cinco anos da dose inicial nas seguintes situações: pessoas acima de 65 anos (em que a primeira dose foi aplicada antes dos 65 anos), asplenia (anatômica ou funcional) e imunodeprimidos.

Indicações
Idade acima de 65 anos, doença crônica cardiovascular, DPOC, diabetes, alcoolismo, doença hepática crônica, fístula liquórica, asplenia (anatômica ou funcional) e imunossupressão (HIV, IRC, síndrome nefrótica, uso de quimioterápico, etc).






Agradecimentos ao site Medicina Atual-Pediatria.

20 de out. de 2009

Bebê chiador

Bebê chiador (lactente chiador ou sibilante) é todo paciente com idade entre 2 e 3 anos que já apresentou 3 ou mais crises de chiado (sibilos, broncoespasmo, asma ou bronquite, como dizem as pessoas por aí) durante um período mínimo de 2 meses. Pode ser assim também classificado o paciente que tem chiado (ou sibilância) com 1 mês, ou mais, de duração ininterrupta.
Até o 3º ano de vida, cerca de 60% das crianças apresentarão pelo menos 1 crise de sibilância. Nesse período, ainda não é fácil diferenciar entre as causas de chiado. Sabe-se que nessa fase da vida, os pequenos estão mais expostos aos vírus e bactérias principalmente pois estão sendo introduzidos, cada vez mais cedo, ao ambiente escolar.Isso pode favorecer a hiperreatividade brônquica induzida por vírus. Estão expostos também a alérgenos ambientais que favorecem as crises. O tabagismo, principalmente materno, é um deles. Não podemos esquecer, ainda, das várias outras causas, como malformações pulmonares, doenças sistêmicas e pulmonares, aspiração de corpo estranho e refluxo gastro-esofágico que, por se apresentarem nos primeiros meses de vida, podem ser confundidos com a sibilância causada pela Asma.
Para se pensar em Asma nos primeiros meses de vida é necessário uma investigação completa da história clínica do paciente e seus antecedentes gestacionais e familiares. É preciso saber sobre a história de nascimento (se precisou ou não de oxigênio por tempo prolongado ao nascer, se foi prematuro), sobre sinais e sintomas de Refluxo Gastro-esofágico (vômitos após as mamadas, tosse seca noturna), sobre a história familiar (se os pais são alérgicos ou apresentaram sintomas semelhantes na infância ou adolescência). Além de ser necessário saber se o paciente tem sintomas após a ingestão de certos alimentos (leite, ovo, soja), se apresenta sintomas na pele (Dermatite atópica), além de alterações em exames laboratoriais.
Quanto mais breve diagnosticada a causa do chiado e, rapidamente, iniciado o tratamento para a causa, menos seqüelas e complicações o paciente apresentará no futuro. Lembrem-se: nem tudo que chia é Asma, tendo visto que essa doença está presente em cerca de 25% da população (bem diferente dos 60% de lactentes citados no início do texto, lembra?)
No caso de dúvidas, procure sempre o seu Pediatra, pois é ele que faz o acompanhamento mais freqüente da criança. Ele está apto para a identificação e diagnóstico dessa e quaisquer outras doenças. Caso o mesmo necessite, esse profissional poderá encaminhar o paciente para um Pneumologista Pediátrico que poderá ajudá-lo no controle dessa e demais doenças pulmonares.

1 de out. de 2009

Asma

A Asma é a doença inflamatória crônica dos pulmões mais prevalente em crianças. Anteriormente era chamada de Bronquite, e suas variações de Bronquite asmática ou alérgica. Pensava-se que a Bronquite era mais leve e a Asma, mais grave. Porém concluiu-se que, na verdade, tudo faria parte de uma única doença, deixando o termo bronquite para irritações brônquicas ligadas, ou não, a Asma.
Os sintomas de Asma geralmente são: crises de chiado, tosse e/ou aperto no peito, durante o dia ou à noite, acompanhados, ou não, de cansaço (dispnéia). Tais sintomas precisam de medicação para melhora, sendo esta usada em casa ou no hospital. Não importa se os pacientes necessitam de horas ou dias de internação, sabe-se que todos precisam de acompanhamento para sua doença de modo a evitar que tais crises levem a seqüelas que interfiram no crescimento pulmonar.
Em crianças menores de 2-3 anos, tais sintomas são classificados com Síndrome do Bebê Chiador, e como principais causas existem o Refluxo Gastro-Esofágico, Malformações Pulmonares, alergias alimentares, exposição a vírus, entre outros. Acredita-se que após essa idade, cerca de 25% dos pacientes apresentarão sintomas de Asma e o restante continuará assintomático.
Sendo assim,quando os sintomas persistirem, inicia-se uma pesquisa por fatores desencadeantes responsáveis pela doença. Nesse caso, observa-se que fatores genéticos, como alergia materna e/ou paterna e exposição à alérgenos no ambiente são os principais causadores de novas crises.
Tão logo essa investigação se conclua, o ideal é o início do tratamento preventivo para evitar seqüelas irreversíveis, além do risco dos efeitos colaterais causados pelo excesso do uso de antiinflamatórios (corticosteróides) nas crises.

Dica: O especialista em tratamento de doenças pulmonares em crianças é o Pneumologista Pediátrico, porém qualquer Pediatra está apto a tratar a Asma e outras doenças respiratórias. Em caso de dúvidas, procure seu Pediatra e, caso ele considere necessário, procure o especialista.