31 de ago. de 2009

Calendário vacinal básico 2009


Ao nascer______________________ BCG-Id / Hepatite B
2 meses________________________ VOP; DTP +HIb; Hepatite B; Rotavírus
4 meses________________________ VOP; DTP +HIb;Rotavírus
6 meses________________________ VOP,DTP + HIb,Hepatite B
9 meses________________________ Febre amarela (áreas de risco)
12 meses_______________________ Sarampo-Caxumba-Rubéola (SCR)
15 meses_______________________ VOP,DTP

4-6 anos________________________ VOP,DTP,SCR

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria


Indicações das principais vacinas do calendário básico

BCG - Formas graves de Tuberculose, como TB miliar e Encefalite tuberculosa
Hepatite B – Doença transmitida por secreções humanas contaminadas, inclusive durante o parto.
VOP – Vacina Oral contra Poliomielite, doença que causa paralisia de membros inferiores e músculos respiratórios, podendo levar à morte.
HIb - Doenças causadas pelo Haemophillus Influenza tipo B, bactéria causadora de infecções, principalmente, do sistema respiratório.
Rotavírus - Doenças diarréicas causadas pelo vírus
Febre amarela – obrigatória em áreas onde a doença é comum
SCR – Sarampo, Caxumba e Rubéola

25 de ago. de 2009

Bronquiolite Viral Aguda

A Bronquiolite Viral Aguda (BVA) é definida como uma inflamação dos bronquíolos que são vias aéreas estreitas, localizadas na periferia dos pulmões. Geralmente acomete crianças menores de 2 anos de idade, sendo mais comum entre 2 meses e 1 ano, e tende a ser mais grave quanto mais jovem o paciente. É conhecida como o primeiro episódio de chiado ou sibilos na vida do paciente.
Na grande maioria dos casos, é causada por um vírus, sendo mais conhecido e prevalente o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Esse vírus é transmitido de pessoa a pessoa pelo contato com secreções infectadas (coriza, saliva, gotículas), sendo, portanto, isolado em secreções respiratórias. Adultos ou crianças jovens podem ser portadores do vírus em suas vias aéreas sem manifestar sintomas.
A BVA pode manifestar-se como um resfriado comum (tosse, coriza, febre baixa) e não apresentar sinais ou sintomas de gravidade. Porém, pode apresentar sinais de Insuficiência Respiratória tais como: aumento da freqüência respiratória, febre alta, irritabilidade e recusa da alimentação habitual), que pode determinar a necessidade de que o paciente seja levado até a presença de um médico.
A grande maioria dos casos é tratada em casa, porém, cerca de 2% dos pacientes é levada a internação por apresentar complicações tais como Pneumonia e Insuficiência Respiratória. Na alta, frequentemente são encaminhados aos consultórios de especialistas (Pneumologistas Pediátricos) para acompanhamento do caso.
Atualmente, não dispomos de vacinas específicas para prevenção de tal infecção, porém, em casos específicos, predefinidos pela Academia Americana de Pediatria (AAP), está disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE’s) um anticorpo monoclonal (tipo de vacina) que previne a infecção pelo VSR e suas principais complicações.
O grupo predefinido pela AAP consta de pacientes:
Prematuros (<35 semanas Idade Gestacional);
Portadores de Displasia Broncopulmonar;
Portadores de Cardiopatia Congênita Grave;
Portadores de Imunodeficiências Congênitas ou Adquiridas.
Na dúvida, procure seu Pediatra para orientações.

22 de ago. de 2009

Uso do espaçador

Atualmente observamos um aumento do uso de medicações inalatórias em aerossol oral (ou as famosas bombinhas tão temidas pelos pacientes) para tratamento de manutenção de Asma e doenças respiratórias. Isso se dá pela maior divulgação de estudos clínicos e a indicação pelo Consenso de Asma das medicações em aerossol para crianças, uma vez que só eram prescritos para adultos.
Com o aumento das prescrições, veio também o aumento das dúvidas, já que as crianças, menores de 7 anos não teriam capacidade pulmonar para absorver tal medicação para a árvore respiratória como os adultos. Foi então criado o espaçador, ou aerocâmara para o auxílio do uso da medicação, com melhor aproveitamento da mesma pelos pulmões.
Este vídeo do site Pneumoatual mostra a forma de uso do espaçador.Assista o mesmo para tirar dúvidas quanto ao uso desse dispositivo.
Após o uso do espaçador, não esqueça:
§ Lavar a boca e escovar os dentes para prevenir que a deposição do medicamento na mucosa da boca cause candidíase oral (sapinho), que é um efeito colateral esperado da medicação;
§ Lavar a máscara com sabão neutro e água corrente após o uso;
§ Guardar a medicação e espaçador em local de difícil acesso para prevenir que o paciente (criança) faça uso indevido da mesma.

17 de ago. de 2009

Nova Gripe (H1N1)

Atualmente, um vírus vem tomando nossa atenção em todos os noticiários, o vírus da Nova Gripe (H1N1).Vírus da família da Gripe comum (Influenza) que é resultante da combinação entre 3 tipos:o que acomete humanos, que acomete aves e os porcos (sendo esse ,aparentemente predominante). As repercussões, aparentemente, são bem mais graves que os da Gripe comum,pois estão sendo bem mais divulgadas. Porém tais complicações são similares a Gripe comum onde, se há o contágio de indivíduos com algum grau de depressão do sistema imunológico, suas manifestações serão bem mais graves que nos pacientes imunocompetentes (como se diz em termos médicos). Daí a necessidade de vacinação de indivíduos dos 6 meses aos 2 anos e de idosos maiores de 60 anos.
A prevenção da Gripe nessas faixas de idade se dá pelo fato de serem mais expostos ao vírus e suas complicações por apresentarem imunidade em desenvolvimento (crianças) e doenças de base (idosos), o que dificulta o combate aos vírus mais graves da Gripe que causariam complicações tais como Pneumonia e Insuficiência Respiratória.
Devemos estender também a cobertura vacinal contra o vírus Influenza a indivíduos com idade entre 2 e 60 anos que apresentarem:

-Condições de aglomeração (escolas, creches, abrigos);
-Pacientes acamados;
-Doenças Pulmonares tais como Asma, DPOC, Fibrose Cística e complicações com uso de corticosteróide oral contínuo em altas doses;
-Insuficiência Renal Crônica; Síndrome Nefrótica;
-Insuficiência Hepática;
-Pacientes transplantados ou aplasia medular;
-Doenças neurológicas, Paralisia Cerebral;
-Aplasia ou agenesia baço, Anemias hemolíticas (Anemia Falciforme)


Com todas essas informações sabemos que, apesar de termos uma proteção extensa para vários grupos de pacientes portadores de doenças crônicas contra o vírus Influenza (principal causador da Gripe), essa proteção não se estende ao vírus H1N1. Atenção, não foi porque recebeu vacina contra o Influenza A e B que estará imune ao H1N1!
Essa proteção não ocorre pois a vacina que recebemos nos meses de Inverno no Brasil foi desenvolvida de acordo com os tipos de vírus que foram mais prevalentes no Inverno dos Estados Unidos e Europa (que aconteceu enquanto estávamos no Verão),e nessa época ainda não haviam indícios do vírus em questão (H1N1).
Sendo assim, independente de ter recebido, ou não, a vacina contra Gripe (Influenza), devemos estar sempre ligados em nos prevenir contra a transmissão do vírus H1N1 ou qualquer outro vírus respiratório.Procure estar sempre em lugares arejados,evitar aglomerações ou lugares fechados, lavar sempre as mãos (principalmente após espirrar ou tossir), evitar contato com pessoas provenientes de lugares onde se sabe que há alguém contaminado.Só assim, faremos nossa parte e vamos prevenir a disseminação dessa e outras doenças!