24 de nov. de 2009

Aspiração de corpo estranho

A aspiração de corpo estranho é uma das principais causas de tosse em crianças, que não melhora com uso de sintomáticos. A presença de corpo estranho em vias aéreas se dá pela ingestão de objetos ou comida pelas crianças que, no trajeto até o estômago, acaba tomando o caminho das vias aéreas inferiores. Nesse caso, o objeto pode ser algum tipo de grão (feijão, milho), pequenas partes de um brinquedo, pilhas, baterias, moedas, tampa de caneta.
As crianças pré-escolares (até 3 anos) são as mais afetadas pela aspiração porque, em geral, são mais ansiosos, não tem a presença dos dentes molares para mastigação, além do hábito de levar objetos à boca.
As manifestações ocorrem como tosse persistente, chiado, Pneumonias de repetição ou que não resolvem com uso de medicação além de febre intermitente sem causa aparente.
Se o paciente estiver bem, sem sinais de asfixia, deve ser levado até um Pronto Socorro para que o médico seja capaz de avaliar, através do exame físico e de questionamento a respeito dos hábitos e ações do paciente, se há a necessidade da solicitação de exames complementares.
A radiografia de tórax geralmente é capaz de mostrar a localização do corpo estranho, porém, em muitos casos, o objeto não aparece aos raios X e deve ser então solicitado um exame mais invasivo, a broncoscopia para retirada do mesmo.
Nos casos em que há asfixia após a ingestão do corpo estranho, o objeto só deve ser extraído da boca se visualizado claramente, caso contrário, devem ser tentadas manobras de eliminação do mesmo e encaminhamento para o Pronto Socorro para os procedimentos citados acima.
Em todas as situações, a prevenção é melhor remédio e para tal, o importante é não deixar objetos ao alcance de crianças, principalmente os pontiagudos, os pequenos, medicamentos, venenos, pilhas, moedas;
Ter sempre um responsável para cuidados com a criança de modo a evitar que ocorram tais acidentes e, caso aconteça, seja possível relatar e interceder o quanto antes.

29 de out. de 2009

Cuidados com o ambiente onde vive o paciente alérgico

Atenção! Nem só de medicamentos se faz o tratamento da doença respiratória. É preciso o controle do ambiente onde vive o paciente, com a eliminação dos principais desencadeantes dos sintomas alérgicos. De acordo com estudos publicados recentemente, os fatores ambientais são os principais inimigos do controle da doença e não podem ser esquecidos.
Os principais cuidados são:

Manter o ambiente bem arejado, com portas e janelas abertas, principalmente durante a manhã;

Evitar acúmulo de poeira, procurando limpar a casa diariamente, principalmente com pano úmido- evite varrer a casa;

Evitar o uso de produtos de limpeza com cheiro forte (desinfetantes, cloro, cândida) principalmente quando o paciente estiver em casa;

Evitar o acúmulo de umidade ou mofo;

Evitar objetos que acumulem poeira no ambiente: bichos de pelúcia (mantê-los em sacos plásticos), carpetes, tapetes ou cortinas;

Evitar animais de sangue quente, principalmente os de pelos longos (cães, gatos e roedores);

Evitar o fumo (tabagismo) dentro do ambiente domiciliar, sendo através dos pais, avós ou cuidadores;

Procurar incentivar o paciente a praticar algum tipo de esporte que o agrade, para o fortalecimento da musculatura respiratória. Atenção: o paciente deve ter prazer com a prática desse esporte!
Não deve ir obrigado a esse ou aquele para satisfazer a vontade dos pais!

Importante! Se forem seguidas todas as instruções, associadas a um bom tratamento, certamente o paciente conseguirá um bom controle de sua doença, com grandes chances de estabilidade!

26 de out. de 2009

Importância das vacinas aplicadas fora do calendário vacinal básico


Existem vacinas que são indicadas a pacientes de risco que ainda não foram aprovadas para inclusão no calendário vacinal básico indicado pelo Ministério da Saúde. Porém, as mesmas estão disponíveis em rede pública, através dos CRIE’s( Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais) para os pacientes que apresentam as indicações clínicas. Para aqueles que não apresentam tais indicações, mas seus médicos e pais optam por sua aplicação, é importante procurar os órgãos particulares para tal. Abaixo apresentamos as características e indicações das principais vacinas implicadas para pacientes portadores de doenças pulmonares. Mas vale lembrar que qualquer decisão deve ser vastamente discutida com o Peditatra do paciente.

Vacina contra vírus Influenza ou Gripe (Vaxigrip®, Fluarix®)
Suspensão para injeção composta de vírus inativado de influenza A e B, que induz imunidade contra esse vírus.As vacinas são compostas de duas cepas de vírus influenza A e uma cepa de influenza B, selecionadas de acordo com as mais prevalentes na última temporada de gripe, em cada região.

Doses recomendadas
Adultos e crianças a partir de 9 anos: dose única de 0,5ml.Crianças de 3 a 8 anos: dose única de 0,5ml ou duas doses de 0,5ml com intervalo de 1 mês aos vacinados pela primeira vez.Crianças de 6 a 35 meses: dose única de 0,25ml ou duas doses de 0,25ml com intervalo de 1 mês aos vacinados pela primeira vez.

Indicações
A vacina está liberada para aplicação a partir de 6 meses de vida e deve ser aplicada anualmente, no outono, nos seguintes grupos:idade acima de 60 anos; portadores de doenças crônicas (cardiovascular, respiratória, metabólica, renal, hematológica); portadores de imunodepressão, indivíduos que mantêm contato com pacientes de risco (exemplo: profissionais da área de saúde), pacientes que vivem em condições de aglomeração (escolas, presídios,asilos),portadores de Asma.


Vacina conjugada heptavalente antipneumocócica (Prevenar®)
Induz imunidade contra os sorotipos de pneumococo: 4, 6B, 9V, 14, 18C,19F e 23F que são responsáveis, no Brasil, por cerca de 60% das doenças pneumocócicas invasivas (Pneumonia, Sinusite, Meningite, Otite Média Aguda).

Doses recomendadas
Idade de 2 a 6 meses: 3 doses com intervalo de 2 meses, e uma dose de reforço com 12 a 15 meses de vida.Idade de 7 a 11 meses: 2 doses com intervalo de 2 meses, e uma dose de reforço com 12 a 15 meses de vida.Idade de 12 a 22 meses: 2 doses com intervalo de 2 meses.Idade de 24 a 59 meses: 1 dose para crianças saudáveis; e 2 doses com intervalo de 2 meses para crianças portadoras de doença de base ou imunodepressão.

Indicações para imunização
Todas as crianças abaixo de 2 anos de idade e crianças com idade entre 24 e 59 meses de idade portadoras de doença considerada fator de risco para infecção pneumocócica (HIV, asplenia, hemoglobinopatias, diabetes, doença cardíaca, imunodepressão e doença pulmonar, crônica -desde que não seja asma).


Vacina polissacarídea antipneumocócica (Pneumo23®)
Induz imunidade contra os 23 sorotipos mais prevalentes de pneumococo (1, 2, 3, 4, 5, 6B, 7F, 8, 9N, 9V, 10A, 11A, 12F, 14, 15B, 17F, 18C, 19A, 19F, 20, 22F, 23F e 33F), responsáveis por mais de 80% das doenças pneumocócicas invasivas no Brasil (Pneumonia, Sinusite, Meningite, Otite Média Aguda).

Doses recomendadas
Adultos e crianças maiores de 2 anos: 0,5 ml IM em dose única.A revacinação não é indicada rotineiramente. É recomendada, uma única vez, após cinco anos da dose inicial nas seguintes situações: pessoas acima de 65 anos (em que a primeira dose foi aplicada antes dos 65 anos), asplenia (anatômica ou funcional) e imunodeprimidos.

Indicações
Idade acima de 65 anos, doença crônica cardiovascular, DPOC, diabetes, alcoolismo, doença hepática crônica, fístula liquórica, asplenia (anatômica ou funcional) e imunossupressão (HIV, IRC, síndrome nefrótica, uso de quimioterápico, etc).






Agradecimentos ao site Medicina Atual-Pediatria.

20 de out. de 2009

Bebê chiador

Bebê chiador (lactente chiador ou sibilante) é todo paciente com idade entre 2 e 3 anos que já apresentou 3 ou mais crises de chiado (sibilos, broncoespasmo, asma ou bronquite, como dizem as pessoas por aí) durante um período mínimo de 2 meses. Pode ser assim também classificado o paciente que tem chiado (ou sibilância) com 1 mês, ou mais, de duração ininterrupta.
Até o 3º ano de vida, cerca de 60% das crianças apresentarão pelo menos 1 crise de sibilância. Nesse período, ainda não é fácil diferenciar entre as causas de chiado. Sabe-se que nessa fase da vida, os pequenos estão mais expostos aos vírus e bactérias principalmente pois estão sendo introduzidos, cada vez mais cedo, ao ambiente escolar.Isso pode favorecer a hiperreatividade brônquica induzida por vírus. Estão expostos também a alérgenos ambientais que favorecem as crises. O tabagismo, principalmente materno, é um deles. Não podemos esquecer, ainda, das várias outras causas, como malformações pulmonares, doenças sistêmicas e pulmonares, aspiração de corpo estranho e refluxo gastro-esofágico que, por se apresentarem nos primeiros meses de vida, podem ser confundidos com a sibilância causada pela Asma.
Para se pensar em Asma nos primeiros meses de vida é necessário uma investigação completa da história clínica do paciente e seus antecedentes gestacionais e familiares. É preciso saber sobre a história de nascimento (se precisou ou não de oxigênio por tempo prolongado ao nascer, se foi prematuro), sobre sinais e sintomas de Refluxo Gastro-esofágico (vômitos após as mamadas, tosse seca noturna), sobre a história familiar (se os pais são alérgicos ou apresentaram sintomas semelhantes na infância ou adolescência). Além de ser necessário saber se o paciente tem sintomas após a ingestão de certos alimentos (leite, ovo, soja), se apresenta sintomas na pele (Dermatite atópica), além de alterações em exames laboratoriais.
Quanto mais breve diagnosticada a causa do chiado e, rapidamente, iniciado o tratamento para a causa, menos seqüelas e complicações o paciente apresentará no futuro. Lembrem-se: nem tudo que chia é Asma, tendo visto que essa doença está presente em cerca de 25% da população (bem diferente dos 60% de lactentes citados no início do texto, lembra?)
No caso de dúvidas, procure sempre o seu Pediatra, pois é ele que faz o acompanhamento mais freqüente da criança. Ele está apto para a identificação e diagnóstico dessa e quaisquer outras doenças. Caso o mesmo necessite, esse profissional poderá encaminhar o paciente para um Pneumologista Pediátrico que poderá ajudá-lo no controle dessa e demais doenças pulmonares.

1 de out. de 2009

Asma

A Asma é a doença inflamatória crônica dos pulmões mais prevalente em crianças. Anteriormente era chamada de Bronquite, e suas variações de Bronquite asmática ou alérgica. Pensava-se que a Bronquite era mais leve e a Asma, mais grave. Porém concluiu-se que, na verdade, tudo faria parte de uma única doença, deixando o termo bronquite para irritações brônquicas ligadas, ou não, a Asma.
Os sintomas de Asma geralmente são: crises de chiado, tosse e/ou aperto no peito, durante o dia ou à noite, acompanhados, ou não, de cansaço (dispnéia). Tais sintomas precisam de medicação para melhora, sendo esta usada em casa ou no hospital. Não importa se os pacientes necessitam de horas ou dias de internação, sabe-se que todos precisam de acompanhamento para sua doença de modo a evitar que tais crises levem a seqüelas que interfiram no crescimento pulmonar.
Em crianças menores de 2-3 anos, tais sintomas são classificados com Síndrome do Bebê Chiador, e como principais causas existem o Refluxo Gastro-Esofágico, Malformações Pulmonares, alergias alimentares, exposição a vírus, entre outros. Acredita-se que após essa idade, cerca de 25% dos pacientes apresentarão sintomas de Asma e o restante continuará assintomático.
Sendo assim,quando os sintomas persistirem, inicia-se uma pesquisa por fatores desencadeantes responsáveis pela doença. Nesse caso, observa-se que fatores genéticos, como alergia materna e/ou paterna e exposição à alérgenos no ambiente são os principais causadores de novas crises.
Tão logo essa investigação se conclua, o ideal é o início do tratamento preventivo para evitar seqüelas irreversíveis, além do risco dos efeitos colaterais causados pelo excesso do uso de antiinflamatórios (corticosteróides) nas crises.

Dica: O especialista em tratamento de doenças pulmonares em crianças é o Pneumologista Pediátrico, porém qualquer Pediatra está apto a tratar a Asma e outras doenças respiratórias. Em caso de dúvidas, procure seu Pediatra e, caso ele considere necessário, procure o especialista.

31 de ago. de 2009

Calendário vacinal básico 2009


Ao nascer______________________ BCG-Id / Hepatite B
2 meses________________________ VOP; DTP +HIb; Hepatite B; Rotavírus
4 meses________________________ VOP; DTP +HIb;Rotavírus
6 meses________________________ VOP,DTP + HIb,Hepatite B
9 meses________________________ Febre amarela (áreas de risco)
12 meses_______________________ Sarampo-Caxumba-Rubéola (SCR)
15 meses_______________________ VOP,DTP

4-6 anos________________________ VOP,DTP,SCR

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria


Indicações das principais vacinas do calendário básico

BCG - Formas graves de Tuberculose, como TB miliar e Encefalite tuberculosa
Hepatite B – Doença transmitida por secreções humanas contaminadas, inclusive durante o parto.
VOP – Vacina Oral contra Poliomielite, doença que causa paralisia de membros inferiores e músculos respiratórios, podendo levar à morte.
HIb - Doenças causadas pelo Haemophillus Influenza tipo B, bactéria causadora de infecções, principalmente, do sistema respiratório.
Rotavírus - Doenças diarréicas causadas pelo vírus
Febre amarela – obrigatória em áreas onde a doença é comum
SCR – Sarampo, Caxumba e Rubéola

25 de ago. de 2009

Bronquiolite Viral Aguda

A Bronquiolite Viral Aguda (BVA) é definida como uma inflamação dos bronquíolos que são vias aéreas estreitas, localizadas na periferia dos pulmões. Geralmente acomete crianças menores de 2 anos de idade, sendo mais comum entre 2 meses e 1 ano, e tende a ser mais grave quanto mais jovem o paciente. É conhecida como o primeiro episódio de chiado ou sibilos na vida do paciente.
Na grande maioria dos casos, é causada por um vírus, sendo mais conhecido e prevalente o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Esse vírus é transmitido de pessoa a pessoa pelo contato com secreções infectadas (coriza, saliva, gotículas), sendo, portanto, isolado em secreções respiratórias. Adultos ou crianças jovens podem ser portadores do vírus em suas vias aéreas sem manifestar sintomas.
A BVA pode manifestar-se como um resfriado comum (tosse, coriza, febre baixa) e não apresentar sinais ou sintomas de gravidade. Porém, pode apresentar sinais de Insuficiência Respiratória tais como: aumento da freqüência respiratória, febre alta, irritabilidade e recusa da alimentação habitual), que pode determinar a necessidade de que o paciente seja levado até a presença de um médico.
A grande maioria dos casos é tratada em casa, porém, cerca de 2% dos pacientes é levada a internação por apresentar complicações tais como Pneumonia e Insuficiência Respiratória. Na alta, frequentemente são encaminhados aos consultórios de especialistas (Pneumologistas Pediátricos) para acompanhamento do caso.
Atualmente, não dispomos de vacinas específicas para prevenção de tal infecção, porém, em casos específicos, predefinidos pela Academia Americana de Pediatria (AAP), está disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE’s) um anticorpo monoclonal (tipo de vacina) que previne a infecção pelo VSR e suas principais complicações.
O grupo predefinido pela AAP consta de pacientes:
Prematuros (<35 semanas Idade Gestacional);
Portadores de Displasia Broncopulmonar;
Portadores de Cardiopatia Congênita Grave;
Portadores de Imunodeficiências Congênitas ou Adquiridas.
Na dúvida, procure seu Pediatra para orientações.

22 de ago. de 2009

Uso do espaçador

Atualmente observamos um aumento do uso de medicações inalatórias em aerossol oral (ou as famosas bombinhas tão temidas pelos pacientes) para tratamento de manutenção de Asma e doenças respiratórias. Isso se dá pela maior divulgação de estudos clínicos e a indicação pelo Consenso de Asma das medicações em aerossol para crianças, uma vez que só eram prescritos para adultos.
Com o aumento das prescrições, veio também o aumento das dúvidas, já que as crianças, menores de 7 anos não teriam capacidade pulmonar para absorver tal medicação para a árvore respiratória como os adultos. Foi então criado o espaçador, ou aerocâmara para o auxílio do uso da medicação, com melhor aproveitamento da mesma pelos pulmões.
Este vídeo do site Pneumoatual mostra a forma de uso do espaçador.Assista o mesmo para tirar dúvidas quanto ao uso desse dispositivo.
Após o uso do espaçador, não esqueça:
§ Lavar a boca e escovar os dentes para prevenir que a deposição do medicamento na mucosa da boca cause candidíase oral (sapinho), que é um efeito colateral esperado da medicação;
§ Lavar a máscara com sabão neutro e água corrente após o uso;
§ Guardar a medicação e espaçador em local de difícil acesso para prevenir que o paciente (criança) faça uso indevido da mesma.

17 de ago. de 2009

Nova Gripe (H1N1)

Atualmente, um vírus vem tomando nossa atenção em todos os noticiários, o vírus da Nova Gripe (H1N1).Vírus da família da Gripe comum (Influenza) que é resultante da combinação entre 3 tipos:o que acomete humanos, que acomete aves e os porcos (sendo esse ,aparentemente predominante). As repercussões, aparentemente, são bem mais graves que os da Gripe comum,pois estão sendo bem mais divulgadas. Porém tais complicações são similares a Gripe comum onde, se há o contágio de indivíduos com algum grau de depressão do sistema imunológico, suas manifestações serão bem mais graves que nos pacientes imunocompetentes (como se diz em termos médicos). Daí a necessidade de vacinação de indivíduos dos 6 meses aos 2 anos e de idosos maiores de 60 anos.
A prevenção da Gripe nessas faixas de idade se dá pelo fato de serem mais expostos ao vírus e suas complicações por apresentarem imunidade em desenvolvimento (crianças) e doenças de base (idosos), o que dificulta o combate aos vírus mais graves da Gripe que causariam complicações tais como Pneumonia e Insuficiência Respiratória.
Devemos estender também a cobertura vacinal contra o vírus Influenza a indivíduos com idade entre 2 e 60 anos que apresentarem:

-Condições de aglomeração (escolas, creches, abrigos);
-Pacientes acamados;
-Doenças Pulmonares tais como Asma, DPOC, Fibrose Cística e complicações com uso de corticosteróide oral contínuo em altas doses;
-Insuficiência Renal Crônica; Síndrome Nefrótica;
-Insuficiência Hepática;
-Pacientes transplantados ou aplasia medular;
-Doenças neurológicas, Paralisia Cerebral;
-Aplasia ou agenesia baço, Anemias hemolíticas (Anemia Falciforme)


Com todas essas informações sabemos que, apesar de termos uma proteção extensa para vários grupos de pacientes portadores de doenças crônicas contra o vírus Influenza (principal causador da Gripe), essa proteção não se estende ao vírus H1N1. Atenção, não foi porque recebeu vacina contra o Influenza A e B que estará imune ao H1N1!
Essa proteção não ocorre pois a vacina que recebemos nos meses de Inverno no Brasil foi desenvolvida de acordo com os tipos de vírus que foram mais prevalentes no Inverno dos Estados Unidos e Europa (que aconteceu enquanto estávamos no Verão),e nessa época ainda não haviam indícios do vírus em questão (H1N1).
Sendo assim, independente de ter recebido, ou não, a vacina contra Gripe (Influenza), devemos estar sempre ligados em nos prevenir contra a transmissão do vírus H1N1 ou qualquer outro vírus respiratório.Procure estar sempre em lugares arejados,evitar aglomerações ou lugares fechados, lavar sempre as mãos (principalmente após espirrar ou tossir), evitar contato com pessoas provenientes de lugares onde se sabe que há alguém contaminado.Só assim, faremos nossa parte e vamos prevenir a disseminação dessa e outras doenças!

20 de jul. de 2009

Olá, Este é o Pneumokids,um blog preparado por profissional médico para esclarecer dúvidas, trocar idéias e ajudar pacientes e seus pais a encarar as doenças respiratórias de forma mais fácil. Sejam bem vindos! Conto com sua participação para tornar esse espaço, cada dia mais,interessante!